A ultrapassagem deverá acontecer nos próximos anos, embora o clima seja avaliado em médias de várias décadas.
Ultrapassar não é o mesmo que desistir
O relatório considera hoje a ultrapassagem de 1,5 °C largamente inevitável nas trajetórias atuais. A questão passa a ser quão alto sobe a temperatura, durante quanto tempo e com que rapidez o mundo consegue inverter a curva.
Mesmo o cenário mais otimista analisado pelo PNUMA atinge temporariamente cerca de 1,8 °C acima do período pré-industrial.
Ultrapassar, atingir o pico, descer
Cortar emissões já
Eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, acelerar as renováveis e reduzir depressa o metano limita a altura do pico e evita aquecimento adicional.
Adaptar durante a subida
Calor, cheias, incêndios, insegurança alimentar e perda de ecossistemas exigem adaptação simultânea, sobretudo nas populações e territórios mais vulneráveis.
Passar do zero líquido
Estabilizar o aquecimento requer emissões líquidas zero. Fazer a temperatura descer novamente exige emissões líquidas negativas e remoção de carbono cuidadosamente governada.
Natureza não é um atalho
Florestas, solos e oceanos ajudam a armazenar carbono e a arrefecer lugares, mas o restauro complementa — não substitui — cortes rápidos e sustentados nas emissões.
O tamanho e a duração do pico contam
Uma ultrapassagem curta e limitada continua a causar danos, mas reduz a exposição a extremos e a possibilidade de atravessar pontos de rutura quando comparada com um pico mais alto ou prolongado.